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domingo, 20 de novembro de 2011

De Fernando Pessoa

"Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração."

De Marcelle Marini

"O escritor, como o artesão, tece seu texto com imagens visíveis e intencionais, mas a trama desenha também uma imagem invisível e involuntária, uma imagem oculta no cruzamento dos fios, o segredo da obra (para seu autor e para seus leitores). Armadilha para a interpretação, pois essa imagem está em toda parte e em nenhum lugar: de fato, há uma multiplicidade de imagens possíveis, e o texto, aparentemente terminado, é, na leitura, ocasião de infinitas metamorfoses. Pode-se pensar também nos quadros ópticos, verdadeiras armadilhas para o olhar. A mesma quantidade de apelos ao imaginário, à palavra, à atividade do sujeito leitor ou espectador."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Enviado por José Mário da Silva (Universidade Federal de Campina Grande)



Arriete, querida amiga:



gostaria que você soubesse que os meus alunos de Teoria do Texto Poético estão trabalhando com o seu livro Fantasia e Avesso. Eles estão simplesmente encantados, todos eles, sem exceção. Estamos lendo, aula após aula, cada uma das partes de que se compõe o seu belo livro.



Tem sido uma experiência maravilhosa com cada um deles fazendo observações muito pertinentes acerca do mundo poético, lírico, transgressor, fantástico e cheio de avessos, que você criou com tanta competência e sensibilidade.



A literatura, digo sempre aos meus alunos, é um sistema vivo e dinâmico, que abarca, transdialeticamente, todos os tempos do ser/fazer humano. Assim, nesse universo sistêmico tão amplo quanto sedutor, você já tem o seu nome incorporado, como uma escritora que faz da palavra (recorrentíssimo leitmotiv de Fantasia e Avesso), diria Machado de Assis, uma espécie de "segunda alma".



Abraços fraternos para você.



Do amigo e admirador.



José Mário da Silva

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

De Pablo Picasso




"... aos 15 anos eu pintava como Velázquez e precisei de 80 anos para pintar como uma criança."


De Gwen John



"Talvez eu não tenha mais nada para expressar além deste desejo de uma vida interior maior."

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

De Autran Dourado

"Escritor é aquele que escreve com dificuldade. Quem escreve com facilidade é orador."

"Os clássicos são importantes porque são permanentes, e você vai lendo e selecionando. Até o final da vida restam uns seis ou sete."


"O escritor nunca está sozinho; atrás dele estão todos os outros grandes escritores. Quando você pensa que está fazendo uma coisa muito nova, vai ver os gregos já fizeram - e até melhor."


"Eu vivo lendo para saber como devo escrever, pensar..."

De Carlos Drummond de Andrade



"Deus me deu um amor no tempo de madureza,

quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.

Deus - ou foi talvez o Diabo -deu-me este amor maduro,

e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor."
(...)


(Campo de flores)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

De Maria Rita Kehl

"Árida vida a de quem vê demais porque não sabe fantasiar."

"O riso do melancólico é expressão do escárnio ante as ilusões alheias."

(In: Ilustríssima / Folha de São Paulo)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

De Guimarães Rosa

"Parente não é o escolhido - é o demarcado."

"(...) por cativa em seu destinozinho de chão, é que árvore abre tantos braços."

"O pássaro que se separa de outro vai voando adeus o tempo todo."

"Aprender-a-viver é que é o viver, mesmo."

"Só nos olhos das pessoas é que eu procurava o macio interno delas (...)"

"Nonada. O diabo não há! (...) Existe é homem humano. Travessia."

In: Grande Sertão: Veredas

terça-feira, 13 de setembro de 2011

De Guimarães Rosa

"Mas ciúme é mais custoso de se sopitar do que o amor. Coração da gente - o escuro, escuros."

"Viver é muito perigoso."

"...a colheita é comum, mas o capinar é sozinho..."

"O amor? Pássaro que põe ovos de ferro."

"Não. Diadorim, não. Nunca que eu podia consentir. Nanje pelo tanto que eu dele era louco amigo, e concebia por ele a vexável afeição que me estragava, feito um mau amor oculto."

"Cada hora, de cada dia, a gente aprende uma qualidade nova de medo!"

"Vingar, digo ao senhor: é lamber, frio, o que outro cozinhou quente demais."

"Quem desconfia fica sábio."

(In: Grande Sertão: Veredas)

domingo, 11 de setembro de 2011

De Guimarães Rosa

"... uma pergunta, em hora, às vezes, clareia razão de paz."

"Tudo é e não é."

"... passarinho que se debruça - o voo já está pronto!"

"E a gente, isso sei, às vezes é só feito menino."

"Diadorim é a minha neblina..."

"Já tenteou sofrido o ar que é saudade?"

(In: Grande Sertão: Veredas)

De Guimarães Rosa

"Aqui digo: que se teme por amor; mas que, por amor, também, é que a coragem se faz."

"É no junto do que sabe bem, que a gente aprende o melhor..."

"Para ele olhei, o tanto, o tanto, até ele anoitecer em meus olhos."

(In: Grande Sertão: Veredas)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011