quinta-feira, 3 de maio de 2012

Luares para o Amor não naufragar


POEMA 23

                   Arriete Vilela


Quando lês os meus poemas,
talvez penses que os escrevo para alguém.

Não é verdade.

Escrevo-os para ter infância, para acalentar-me,
para ter um novo olhar  a cada manhã;

para não confundir fogos de artifícios
com tochas de luz no céu;

para recolher a réstia de luz
sob a única porta destravada;

para livrar a pele da minha alma
dos dentes afiados das feras cotidianas;

para elaborar-me como afeto
dilacerado nas asas da fênix;

para exercitar-me sobre as brasas vivas
na dança das mil palavras.

Escrevo-os como aurora no deserto.


                   (Do livro Luares para o Amor não naufragar)
                  

Do prof. dr. Arnoni Prado (Unicamp, SP)


Oi, Arriete! Recebi os seus livros, pelo quais
agradeço de todo coração. Olha, não comecei a
ler a sua prosa, mas o "Luares para o Amor não
naufragar", comecei e não consegui largar... É
livro de poeta, poeta mesmo! Fiquei feliz com a
evolução poética do seu trabalho. Poemas como
o 37, o 32, o 26 e 18... olha, é para ler ajoelhado...
Parabéns!
Mas parabéns mesmo!
E continue escrevendo. O seu talento é enorme.
Abraço grande do
Arnoni Prado
(Prof. dr. do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, SP) 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Da escritora Gerana Damulakis (Salvador,BA)



Arriete: 
os livros chegaram hoje depois do almoço e, acredite, já li Alzirinha de uma sentada. Você sabe o quanto gosto de suas histórias (lembra como devorei o livro de contos?) e encontrei a mesma atmosfera, e certas passagens me pareceram tão familiares - isto se chama a intimidade do leitor com o autor através do conhecimento de sua obra. Adorei!
A poesia será lida com vagar porque o gênero pede que assim seja: às colherinhas de café, como dizia T.S. Eliot.
Obrigada por sua lembrança, sempre me enviando suas publicações, e pelo prazer que me proporciona a leitura de suas obras.
Grande beijo de Gerana
Abril/2012

Faíscas de poesia no céu claro desta manhã de maio