Pedem-me notícias de mim.
Eu as dou assim:
em versos.
Há tempos não permitia que pedras
rolassem com o limo macio
das palavras.
Eu usava arpões
para não fisgar as minhas fragilidades.
Mas, porque me pedem notícias de mim,
eu as dou assim:
em versos.
Uso a máscara dos antigos bailes
e danço ao som de um clarinete
que sempre imaginei ser do avô.
(O avô - ah, os equívocos da infância! -,
o avô tocava bumbo.)
Porque me pedem notícias de mim,
confidencio afetos em palavras que os contradizem,
em excesso de murmúrios,
já que as tardes concretas silenciaram os meus antigos
(des)amores.
Pedem-me notícias de mim.
Eu as dou assim:
em versos
que me desmentem.
(Ávidas paixões, áridos amores - In: OBRA POÉTICA REUNIDA)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Enviado por Rita Mendonça
Quase trezentas visitas, em apenas uma semana e sem divulgação...
Este blog está prometendo!Também serei seguidora assídua!
Este blog está prometendo!Também serei seguidora assídua!
Enviado por Ulisses Praxedes
Muito bom!
Um espaço para discussões e apreciações da poesia da vida!
Parabéns pela iniciativa, ganhou um leitor assíduo!
Ulisses.
Um espaço para discussões e apreciações da poesia da vida!
Parabéns pela iniciativa, ganhou um leitor assíduo!
Ulisses.
Poema nº 11 - Arriete Vilela
Não quero mais
que o mergulho no mar,
a cara virada para o sol,
o esquecimento:
alma boiando à deriva,
como se fora tábua
despregada do casco
de algum velho barco.
(A Rede do Anjo - In: OBRA POÉTICA REUNIDA)
que o mergulho no mar,
a cara virada para o sol,
o esquecimento:
alma boiando à deriva,
como se fora tábua
despregada do casco
de algum velho barco.
(A Rede do Anjo - In: OBRA POÉTICA REUNIDA)
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