quarta-feira, 20 de julho de 2011

Poema 67 - Arriete Vilela

Poema 67

Desaprendo-me
para que nenhum tormento
abra feridas nos meus olhos,

nenhum remorso corroa o cipó
que me ata à vida

e nenhum horror visite as minhas
andanças ao sol nascente.

Desaprendo-me
para que a minha alma possa
resultar-se em paz.

(In: O ócio dos anjos ignorados)

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